terça-feira, 17 de janeiro de 2012

The Island

Islands of bliss and everlasting youth,
Floating like flowers on an endless sea,
And never touched by sorrows from this world -
Such happy islands thou wilt never see.

Behold: what thou hast dreamed of may be real;
It is not elsewhere, it is what thou art
If thou remember'st God; then thou wilt find
The golden island in thy deepest heart.

The singing of a flute came from the sea:
The waters vanished, and the Flute was Me.

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Ilhas de felicidade e eterna juventude,
Flutuando como flores num mar infindo
E jamais tocadas por pesares deste mundo -
Tais Ilhas Abençoadas tu nunca encontrarás.

Vê: o teu sonho pode ser real;

Ele não está alhures, ele é o que és
Se lembras de Deus; então encontrarás
A ilha dourada no fundo de teu coração.

O canto duma flauta vinha do mar;

As águas sumiram, e a Flauta era Eu.


Frithjof Schuon

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parque no Inverno


É inverno; contudo, vêem-se flores por toda parte. Por que não? Estamos afinal nos trópicos, onde 'inverno' é só um apelido para a estação seca, e onde há flores o ano todo.

Ao longo da grade do parque floriem lindas primaveras, brancas, douradas, vermelho vinho. Dentro, o grande ipê, que durante breves dias vestiu-se em glória cor de rosa, estende agora humilde e generoso um tapete de flores para os que passam a seus pés. O cipó-de-são-joão, ajudado por árvores amigas que o sustentam, enfeita-as derramando-se em cascatas de florinhas cor de laranja; e as altas quaresmeiras começam a espargir o caminho com a púrpura de suas pétalas.

Não longe delas, no jardim defronte a uma das belas e antigas construções do parque, há três pequenas árvores nuas. Têm talvez apenas a altura de um homem. Na ponta de seus galhos mirrados restaram umas poucas folhas, secas, retorcidas, que não tiveram nem força para cair ao chão.

São três pequenos carvalhos. Noutras terras seriam altos, grandes, majestosos; aqui, não se desenvolveram. Jamais se desenvolverão. Como o poderiam? Lá no seu âmago, roi-os uma incurável saudade: a das neves no inverno, do renascer das primaveras, dum bosque onde agora é verdejante verão. Eles nunca conheceram nada disso; mas sem saber trazem a lembrança em si, e essa falta é o que os impede de crescer. Em meio às flores coloridas, e às vetustas árvores copadas, serão sempre pequenos e sem vigor.

Pobres carvalhos exilados! Pobres homens! Quantos de nós não somos como eles, dia a dia definhando, pela falta de algo ou de alguém de quem lembramos sem contudo o perceber?

domingo, 18 de setembro de 2011

Mais fotos de Romeu e Julieta


Bem, bem, até que enfim: aqui estão mais umas fotos do belíssimo filme Romeu e Julieta, de Zefirelli.


Enquanto é cantada a canção "What is a Youth?", Romeu e Julieta circulam por trás dos expectadores, até se encontrarem.


Julieta vê pela primeira vez o rosto de Romeu...


...sem a máscara.



Depois de finda a festa, Romeu entra no jardim de Julieta para tentar vê-la de novo.



Afinal, eis que ela surge no famoso balcão. "Duas estrelas, tendo negócios em outra parte, pedem aos olhos dela que tomem seus lugares no céu..."


Romeu contempla Julieta, enlevado...


Para ouvir o tema do filme, clique aqui; para ver mais fotos, aqui

sábado, 17 de setembro de 2011

Pasodoble de "A Máscara do Zorro"




"O fascínio mútuo [entre o homem e a mulher] é procriativo e revivificante para o cosmos inteiro, mas esse fascínio erótico requer a magnificação que só os opostos proporcionam: portanto, o universo viceja quando cada polo tem o status dum modelo perfeito, o homem como rei-heroi solar, e a mulher como deusa do amor liberador, mas também como sedutora feiticeira que atrai o homem para fora de sua estéril solidão." (Mark Perry)


É claro que o pasodoble, com seu caráter apaixonado e sensual, é uma espada de dois gumes; mas, por lembrar-nos o belo parágrafo acima, achamos que valia a pena publicar este vídeo aqui.


(Também, é necessário dizer que absolutamente não recomendamos o filme: o verdadeiro Zorro, heroico e cavalheiresco, foi substituído aqui por um personagem sem nobreza de caráter e sem dignidade; e o filme é um todo bastante vulgar -- apenas mais um desperdício de boa história e bons recursos técnicos.)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Névoas da manhã






Linda foto de Patrick Vergueiro

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Paris




Uma bela vista "au bord de la Seine", mostrada-nos por um amigo que viveu em Paris.

sábado, 1 de maio de 2010

Fotos de Romeu e Julieta de Zeffirelli

A música tema é tão "visitada", que achamos uma boa ideia colocar também algumas fotos do filme "Romeu e Julieta" (1968), com Olivia Hussey e Leonard Whiting -- ainda mais porque não há muitas pela Internet. (Parece haver muito mais coisa do filme de 1996, com Claire Danes e Leonardo Di Caprio.) Esperamos que gostem.

Romeu vem ao longe, aparecendo em cena pela primeira vez...

...e logo mais vemos seu rosto de perto.

Julieta, na outra ala da casa, emoldurada pela janela...

...e depois, a câmara aproxima-se.

Romeu vê Julieta pela primeira vez, no baile de máscaras em casa do pai dela.


De súbito, ela percebe o moço mascarado que olha-a com enorme admiração.

Todos dançam, e é então que Romeu e Julieta aproximam-se um do outro...
...e por enquanto, é só isso.

Quando puder, tento tirar mais umas "capturas de tela" dos dois tentando se encontrar enquanto é cantada a música. As que fiz não ficaram boas, e acabei tirando-as daqui.
Para falar a verdade, estas fotos parecem ter ficado um pouco mais escuras do que as imagens do filme, e não lhe estão fazendo completa justiça -- ele é um espetáculo visual e tanto, com os cenários perfeitos e as coloridas roupagens Renascentistas.

Para ver mais fotos do filme, clique aqui.

Para ouvir a música tema do filme, clique aqui.