sábado, 28 de janeiro de 2012

O Melhor de Todos os Filmes

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O que dizer sobre El Cid? As palavras são tão pouco.
Esta é uma incomparável história de nobreza, romance, "visão para ser justo e coragem de ser misericordioso". Uma história heroica, transformada em filme nos tempos em que os cineastas não tinham medo de mostrar a cruz, um homem rezando, e religiões diferentes convivendo em harmonia.
O enredo, simplificado, é este: um guerreiro cristão na Espanha medieval tenta manter o reino unido e estabelecer a paz, contando para isso com a ajuda de príncipes muçulmanos. Juntos, eles devem impedir que a Espanha seja dominada pelos mouros vindos da África. Mas ele tem inimigos dentro do próprio reino, incluindo seu jovem rei.
Este filme ensina sobre coragem e prudência, sobre amizade e inimizade, sobre amor e cólera, sobre comandar e sobre submeter-se, sobre vingança e sobre perdão, sobre viver com honra e morrer com paz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

The Island

Islands of bliss and everlasting youth,
Floating like flowers on an endless sea,
And never touched by sorrows from this world -
Such happy islands thou wilt never see.

Behold: what thou hast dreamed of may be real;
It is not elsewhere, it is what thou art
If thou remember'st God; then thou wilt find
The golden island in thy deepest heart.

The singing of a flute came from the sea:
The waters vanished, and the Flute was Me.

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Ilhas de felicidade e eterna juventude,
Flutuando como flores num mar infindo
E jamais tocadas por pesares deste mundo -
Tais Ilhas Abençoadas tu nunca encontrarás.

Vê: o teu sonho pode ser real;

Ele não está alhures, ele é o que és
Se lembras de Deus; então encontrarás
A ilha dourada no fundo de teu coração.

O canto duma flauta vinha do mar;

As águas sumiram, e a Flauta era Eu.


Frithjof Schuon

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Parque no Inverno


É inverno; contudo, vêem-se flores por toda parte. Por que não? Estamos afinal nos trópicos, onde 'inverno' é só um apelido para a estação seca, e onde há flores o ano todo.

Ao longo da grade do parque floriem lindas primaveras, brancas, douradas, vermelho vinho. Dentro, o grande ipê, que durante breves dias vestiu-se em glória cor de rosa, estende agora humilde e generoso um tapete de flores para os que passam a seus pés. O cipó-de-são-joão, ajudado por árvores amigas que o sustentam, enfeita-as derramando-se em cascatas de florinhas cor de laranja; e as altas quaresmeiras começam a espargir o caminho com a púrpura de suas pétalas.

Não longe delas, no jardim defronte a uma das belas e antigas construções do parque, há três pequenas árvores nuas. Têm talvez apenas a altura de um homem. Na ponta de seus galhos mirrados restaram umas poucas folhas, secas, retorcidas, que não tiveram nem força para cair ao chão.

São três pequenos carvalhos. Noutras terras seriam altos, grandes, majestosos; aqui, não se desenvolveram. Jamais se desenvolverão. Como o poderiam? Lá no seu âmago, roi-os uma incurável saudade: a das neves no inverno, do renascer das primaveras, dum bosque onde agora é verdejante verão. Eles nunca conheceram nada disso; mas sem saber trazem a lembrança em si, e essa falta é o que os impede de crescer. Em meio às flores coloridas, e às vetustas árvores copadas, serão sempre pequenos e sem vigor.

Pobres carvalhos exilados! Pobres homens! Quantos de nós não somos como eles, dia a dia definhando, pela falta de algo ou de alguém de quem lembramos sem contudo o perceber?

domingo, 18 de setembro de 2011

Mais fotos de Romeu e Julieta


Bem, bem, até que enfim: aqui estão mais umas fotos do belíssimo filme Romeu e Julieta, de Zefirelli.


Enquanto é cantada a canção "What is a Youth?", Romeu e Julieta circulam por trás dos expectadores, até se encontrarem.


Julieta vê pela primeira vez o rosto de Romeu...


...sem a máscara.



Depois de finda a festa, Romeu entra no jardim de Julieta para tentar vê-la de novo.



Afinal, eis que ela surge no famoso balcão. "Duas estrelas, tendo negócios em outra parte, pedem aos olhos dela que tomem seus lugares no céu..."


Romeu contempla Julieta, enlevado...


Para ouvir o tema do filme, clique aqui; para ver mais fotos, aqui

sábado, 17 de setembro de 2011

Pasodoble de "A Máscara do Zorro"


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"O fascínio mútuo [entre o homem e a mulher] é procriativo e revivificante para o cosmos inteiro, mas esse fascínio erótico requer a magnificação que só os opostos proporcionam: portanto, o universo viceja quando cada polo tem o status dum modelo perfeito, o homem como rei-heroi solar, e a mulher como deusa do amor liberador, mas também como sedutora feiticeira que atrai o homem para fora de sua estéril solidão." (Mark Perry)


É claro que o pasodoble, com seu caráter apaixonado e sensual, é uma espada de dois gumes; mas, por lembrar-nos o belo parágrafo acima, achamos que valia a pena publicar este vídeo aqui.


(Também, é necessário dizer que absolutamente não recomendamos o filme: o verdadeiro Zorro, heroico e cavalheiresco, foi substituído aqui por um personagem sem nobreza de caráter e sem dignidade; e o filme é um todo bastante vulgar -- apenas mais um desperdício de boa história e bons recursos técnicos.)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Névoas da manhã






Linda foto de Patrick Vergueiro

domingo, 7 de agosto de 2011

Tristesse



A pungente Tristeza de Chopin (Estudo em Mi Maior), cantada com a bela letra de Jean Loysel

L'ombre s'enfuit,
Adieu beau rêve
Où les baisers s'offraient comme des fleurs!
La nuit fut brève...
Hélas, pourquoi si tôt fermer nos coeurs
À l'appel du bonheur?

L'ombre s'enfuit,
Ma lèvre hésite à murmurer,
Après de doux aveux,
Des mots d'adieu.
Le soleil paraît trop vite!
Faut-il donc que l'on se quitte?
Que m'importe à moi l'envol du temps!
Je voudrais tant retarder l'aurore,
Et t'aimer encore.

[L'ombre s'enfuit.
Le jour se lève;
Un peu de nous, avec la nuit se meurt.
L'espoir fait trêve.
Nous ne retrouvons plus dans nos deux coeurs
Que tristesse et que pleurs!]

L'ombre s'enfuit,
Tout n'est que songe
Et tu n'est plus, malgré nos désirs,
Qu'un souvenir.
Si l'amour n'est que mensonge
Au parfum triste qui ronge,
S'il est vrai qu'à moi ta lèvre ment -
Sache pourtant que toujours, quand même,
Cher Amour, je t'aime éperdument.
Éperdument...